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sábado, 17 de outubro de 2009

O maior dos presidentes está pronto para virar Pedro III





No primeiro dia da Grande Viagem pelo São Francisco, o país ficou sabendo que o maior dos presidentes é também muito melhor que os dois imperadores.

D. Pedro I foi ultrapassado em 6 de setembro, quando Lula, de uma vez só, anunciou o Descobrimento do Pré-Sal e proclamou a Segunda Independência.

D. Pedro II capitulou nesta semana, na cidade mineira de Buritizeiros, durante o improviso do chefe da nação e chefe da caravana de pais-da-pátria convocada para conferir, olho no olho, a transposição das águas do rio.

“Essa obra foi pensada em 1847, ainda no tempo em que D. Pedro era o imperador brasileiro”, informou.

Como a transposição começou em 2005, e como a República nasceu em 1889, é só fazer as contas para entender que o homem no palanque fez em menos de quatro anos o que um Pedro não fez em 42 e o outro nem tentou.

Lula sabe que a obra foi pensada pelo segundo, e que o segundo vem sempre depois do primeiro.

Evitou colar o I ou o II no Pedro mencionado no discurso por acreditar, desde o dia em que viu os dois retratos, que um moço com cara de quem está pensando na mucama só virou pai de um filho com cara de avô porque alguém resolveu embaralhar a História do Brasil com a troca dos algarismos romanos.

“Quase 200 anos depois”, continuou a fala do trono, já de volta aos inimigos da República, “essa obra não conseguiu andar para a frente, porque nós tivemos muitos governantes de duas caras, que prometiam fazer a obra em um Estado e não faziam”.

Se fosse só a transposição do São Francisco, Lula nem perderia tempo com a multidão de bifrontes.

Mas tem todo o direito de queixar-se da trabalheira o presidente que, como os antecessores nada fizeram, também teve de acabar com a fome, erradicar o analfabetismo e fabricar em 36 meses um sistema de saúde que está perto da perfeição.

Sem falar do tsunami reduzido a marolinha.

Fora o resto.

“A água é criada pela natureza, o rio é federal, é o rio da integração nacional”, concluiu o rei do improviso, que apareceu na escala seguinte já encarnando o déspota não esclarecido.

Ao longo de 3 dias, levou Dilma Rousseff para não pescar nenhum peixe, autorizou o povo do Nordeste a comer cobras, calangos e passarinhos, ordenou a José Serra que fique esperto e se limite a governar São Paulo, dormiu em aposentos de barão sertanejo, comparou a ONU a uma fruta caindo do galho, foi o primeiro a acordar e o último a dormir, cantou muito, conversou muito, comeu muito e bebeu socialmente.

Tremenda viagem. Melhor que isso, só uma eleição presidencial com dois candidatos:

“Só nós contra eles, pão, pão, queijo, queijo”, vislumbrou o olhar de comício.

Quem poderá resistir a uma candidata escolhida por quem já gastou R$61,84 milhões na transposição que vai acabar com a sede e a seca no sertão?

É verdade que a quantia equivale a 3,88% do total de R$ 1,68 bilhão, que o dinheiro chega sempre com atraso, que a coisa vai demorar.

Mas só os famosos 6% de descontentes conseguem lembrar-se disso na semana em que o maior dos presidentes ficou pronto para virar Pedro III.

17 de outubro de 2009

Foi em 9 de outubro do ano passado

Agenda da ex-secretária da Receita Federal registra o dia em que ela se reuniu com Dilma para tratar de uma investigação contra a família Sarney 

Alexandre Oltramari, de Natal

Fotos Wilson Pedrosa/AE e Joedson Alves/Folha Imagem


HISTÓRIAS DIFERENTES

Lina Vieira anotou em sua agenda pessoal a data e o assunto da reunião no Palácio do Planalto, que a ministra Dilma Rousseff (à dir.) nega ter existido

Em agosto passado, primeiro numa entrevista e depois em depoimento no Congresso, a ex-secretária da Receita Federal Lina Vieira acusou a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, de tê-la convocado para uma reunião no Palácio do Planalto.

Na conversa, a ministra teria pedido que Lina interferisse no andamento de uma investigação tributária que incomodava a família do presidente do Senado, José Sarney.

Se comprovado, o encontro criaria sérios constrangimentos legais à ministra, pré-candidata do PT à Presidência da República.

Dilma, porém, sempre negou com veemência a existência da reunião. A ex-secretária, por sua vez, nunca apresentou provas convincentes, além do próprio testemunho, de que a conversa realmente existira.

O dia?

Lina não se lembrava.

O mês?

Lina dizia que fora próximo ao fim de 2008, talvez em dezembro. Quando questionada sobre a imprecisão, justificava afirmando que todos os detalhes estavam registrados em sua agenda pessoal.

E a agenda?

Perdida em meio a uma infinidade de documentos empilhados quando de sua mudança de Brasília para Natal, onde mora.

Dois meses após deixar todas essas perguntas no ar, a agenda que pode ajudar a aclarar o caso finalmente apareceu - e, segundo Lina, mostra o dia, a hora e o assunto tratado no encontro com a ministra-chefe da Casa Civil.

A ex-secretária da Receita fez uma anotação a mão em 9 de outubro de 2008, logo em seguida à reunião com Dilma.

Ela escreveu: "Dar retorno à ministra sobre família Sarney".

De acordo com um amigo de Lina, a quem ela confidenciou ter achado a agenda, bem como detalhes ainda não revelados sobre o encontro, a reunião ocorreu pela manhã, próximo ao horário do almoço, fora da relação de compromissos oficiais da ministra.

Convocada às pressas para a reunião, a ex-secretária conta que chegou a desmarcar o bilhete de um voo entre Brasília e São Paulo, emitido para o início da tarde de 9 de outubro, por causa da convocação inesperada.

A passagem foi reemitida para as 19h30, quando Lina embarcou com destino a São Paulo.

A ex-secretária também está de posse de outro documento que, acredita, pode esclarecer quem está falando a verdade.

Trata-se de um CD-ROM com todas as mensagens eletrônicas trocadas entre ela e seus assessores durante os onze meses em que comandou a Receita Federal.

Procurada por VEJA em Natal, Lina disse que a polêmica com Dilma produziu grandes transtornos a ela e sua família e que, por isso, não gostaria mais de se manifestar sobre o caso.

"Agora eu só falo sobre esse assunto ao Ministério Público, caso seja convocada", afirmou.


continua no post abaixo

COMPANHEIROS: A descoberta da agenda de Lina

Franklin Martins e o senador José Sarney: o ministro diz que é mentira a versão de que o governo tentou ajudar a família do senador na Receita

Fotos Celso Junior/AE e Dida Sampaio/AE

COMPANHEIROS

A descoberta da agenda de Lina acontece em um momento especial para a ministra Dilma Rousseff, que, com a saúde recuperada, volta a empinar sua candidatura à Presidência.

Apesar de ainda patinar nas pesquisas, a ministra tem conseguido apoios importantes, resultado de sua dupla jornada como ministra e candidata à sucessão de Lula.

Nos últimos dez dias, sempre fora de seu expediente como ministra, Dilma, a candidata, abraçou Jader Barbalho no Pará, discursou numa conferência do PCdoB na Bahia, seduziu PDT e PR em jantares individuais em Brasília e fez as últimas costuras em torno do anúncio, previsto para esta semana, no qual o PMDB vai declarar a intenção de apoiar sua candidatura à sucessão do presidente Lula.

A candidata ainda arrumou tempo para ser homenageada em um culto evangélico em São Paulo e, quatro dias depois, tomar um banho de "axé" numa igreja da Bahia.


A agenda de Dilma, a candidata, está cada vez mais parecida com a agenda de Dilma, a ministra.

Na semana passada, ao acompanhar o presidente Lula em uma visita de três dias a Pernambuco, a ministra dormiu em um barracão, fez discursos exaltados e chegou a participar de "inauguração" até de auditório de canteiro de obra.

A obra, a transposição do Rio São Francisco, teve apenas 15% de sua totalidade executada até agora. Ainda que a ministra não seja oficialmente candidata, a estrutura de sua campanha impressiona.

Dilma já tem marqueteiro (João Santana, o mesmo de Lula), dois coordenadores de campanha (o ex-ministro Antonio Palocci e o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel) e um guru para a internet com fama internacional (Ben Self, uma das estrelas da campanha que ajudou a eleger Barack Obama presidente dos Estados Unidos em 2008).

O estrategista informal é Franklin Martins, ministro-chefe da Secretaria de Comunicação.

O registro feito pela ex-secretária em sua agenda pessoal não é, obviamente, prova irrefutável de que a reunião realmente ocorreu e, consequentemente, de que Dilma não disse a verdade.

Mas sua existência é um avanço considerável, sobretudo quando analisado em conjunto com informações já conhecidas. Na ocasião da denúncia, Lina chegou a ser desafiada por Franklin Martins, que a chamou de mentirosa.


Em agosto passado, o senador Romero Jucá, um dos principais defensores do governo no Congresso, divulgou um relatório com as entradas oficiais de Lina no Palácio do Planalto.

De acordo com Jucá, a ex-secretária esteve no Planalto quatro vezes - em outubro de 2008 e nos meses de janeiro, fevereiro e maio de 2009.

O único ingresso registrado no ano passado, portanto, ocorreu em 9 de outubro, às 10h13.

Lina, segundo os registros oficiais, deixou o Planalto às 11h29 do mesmo dia.

Na época, interessava ao governo divulgar a informação porque, embora afirmasse não lembrar com exatidão a data do encontro, Lina dizia que a reunião teria ocorrido no fim do ano, provavelmente em dezembro.

A falta de registro de um ingresso de Lina naquele mês, portanto, seria um indício de que a ex-secretária mentia ao confirmar o encontro com a ministra.

Agora, com o surgimento da agenda, e da anotação de que o encontro com Dilma ocorreu no mesmo dia 9 de outubro, a tentativa de desmentir a ex-secretária pode acabar confirmando sua versão.


Chega sempre a hora em que não basta apenas protestar: após a filosofia, a ação é indispensável.

Caravana das 1001 noites


Imagem: Silsaboia

Surgem informações de que a Construtora OAS, uma contumaz fraudadora das obras do PAC e uma das maiores contribuintes das campanhas eleitorais do PT e do Lula, teve gastos de R$ 4 milhões para montar as mordomias da comitiva presidencial às margens miseráveis do Velho Chico.

De heliponto a camas king size, de galpões azulejados a lençóis egípcios, a construtora transformou o sertão em um oásis das 1001 noites.

Lula Babá estava lá.

Os quarenta ladrões também.

Postado por CORONEL

Yoani Sánchez

Mensaje de Yoani Sánchez a ceremonia de premios "María Moors Cabot" en la Universidad de Columbia.



O livro “De Cuba, com carinho”, da blogueira Yoani Sánchez, acaba de ser lançado no Brasil pela Editora Contexto.

O livro é uma coletânea de posts do seu blog Generación Y, que trata do cotidiano da autora, que mora em Cuba com o seu marido e filho.

A tradução conta com uma introdução para o público brasileiro escrita por Sánchez e com notas ao final de cada página.

Sánchez ficou conhecida no mundo inteiro após seu blog ser escolhido como o melhor do mundo pelo concurso The Borbs em 2008. A cubana foi eleita também uma das cem pessoas mais importantes de 2008 pela revista Time.

Tamanho reconhecimento internacional leva problemas a Sánchez dentro da ilha. Em abril deste ano, a blogueira foi acusada de provocar a administração cubana.

Em outras oportunidades, como quando recebeu o prêmio The Borbs, ela não foi autorizada a sair do país para recebê-lo.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

CHAPÉUZINHO CAMUFLADO, ABSOLUTAMENTE RIDÍCULOS

Comitiva de Lula tem acomodações de luxo no Nordeste

E então o Lula e sua comitiva, incluindo a candidata já em campanha, sendo que a Casa Civil se encontra totalmente abandonada, colocam aquele CHAPEUZINHO CAMUFLADO, ABSOLUTAMENTE RIDÍCULOS .

Não é possível, tenho total convicção de que o estilista contratado trata-se de um infiltrado .

Pior impossível.

E lá estavam todos os presidenciáveis e comitiva, todos de chapeuzinho camuflado, inclusive a Dilma.


Vão ser populistas ridículos na PQP.

E ainda li, de algum jornalista, uma matéria informando que a Dilma se submeteria a um "acampamento", lá nos grotões da hidrelétrica.

Só faltaram os eunucos, que pelo menos não puderam ser fotografados.

Fizeram 15 suítes, com ar condicionado e todas as regalias.

Quem dera que os acampamentos dos nossos soldados tivessem 1/10 das mordomias que foram destinadas aos poderosos!

Ainda teve gente que acreditou que a Dilma se lançaria a uma aventura sem o conforto do seu dia a dia.


Estão contra a lei, em plena campanha e ninguém reage.

As nossa instituições estão todas engessadas, não temos mais a quem recorrer!

Ana Prudente

Os gafanhotos do inferno



Os gafanhotos do inferno - praga de 7 anos que atinge o Brasil.

Em determinado momento, mentiram em serem os defensores da ética, uma grande mentira, pois escondiam-nos a verdade sobre muitos deles.

José genoino entregou todos os companheiros; os guerrilheiros tipo Dilma Russef mataram muitos inocentes; José Dirceu viveu com o dinheiro dos cubanos; Marco Aurélio Garcia e a própria eleição do Mulla teve dinheiro cubano, das FARC (narcotráfico), e ainda teve parte paga no exterior (vide confissão de Duda Mendonça).

Mas pioraram muito, pois o Mulla-PTóquio-Aloprado-Bebum preferiu pagar mensalão para aqueles 300 picaretas que ele havia denunciado que estavam no congresso.

Hoje eles
vivem de chantagem.


Marieta Getulina da Silva disse:

Metamorfose



Lula Sarney Oportunismo

10 mandamentos da Ideologia Socialista

Escritos em 1913


Atribuídos ao líder revolucionário russo Vladimir Lênin, pai do comunismo, sistema governamental ateísta.

Prestem atenção: como fica aqui bem observado, que qualquer semelhança com acontecimentos atuais e recentes, quase 100 anos depois, não é mera coincidência:



1-Corrompa a juventude e dê a ela a liberdade sexual.

2-Infiltre e controle depois todos os meios de comunicação.

3-Divida a população em grupos antagônicos, incitando-os a discussões sobre assuntos sociais.

4-Destrua a confiança do povo em seus líderes.

5-Fale sempre em democracia e Estado de Direito, mas, tão logo haja oportunidade, assuma o poder sem qualquer escrúpulo.

6-Colabore com o esbanjamento do dinheiro público, coloque em descrédito a imagem do país, especialmente no exterior, provoque o pânico e o desassossego na população por meio de inflação.

7-Promova greves, mesmo ilegais, nas indústrias vitais do país.

8-Promova distúrbios e contribua para que as autoridades constituídas não as coíbam.

9-Colabore para a derrocada dos valores morais, da honestidade e da crença nas promessas dos governantes.

10-Procure catalogar todos aqueles que têm armas de fogo, para que sejam confiscada
s no momento oportuno, tornando impossível qualquer resistência.
Enviada por Gracias

Charges...









Faz sentido...


Eleição-volante

Lula bem que tenta fazer o mesmo sucesso de Lampião no Nordeste.

Mas falta-lhe a Maria Bonita.



Tirania e liberdade



Tirania e liberdade não se podem considerar isoladas, mesmo se, vistas temporalmente, se revezam uma à outra.

Não há dúvidas de que se pode dizer que a tirania suprime e aniquila a liberdade – mas, por outro lado, uma tirania só pode ser possível, quando a liberdade se domestica e se volatiliza no seu conceito vazio.

O ser humano tende a confiar no aparelho político ou ainda a submeter-se-lhe, quando devia haurir das suas próprias fontes.

O que é uma falha em imaginação.

Ele tem de conhecer os pontos nos quais não pode deixar que a sua decisão soberana seja negociada.

Enquanto as coisas estiverem em ordem, a água estará canalizada e a corrente eléctrica ligada.

Se a vida e a propriedade forem ameaçadas, um grito de alarme fará afluir magicamente Bombeiros e Polícia.

O grande perigo está em que o ser humano conta em excesso com estas ajudas e fica desamparado quando lhe faltam.

Todo o conforto tem de ser pago.

A situação do animal doméstico arrasta atrás de si a do animal de abate.

Ernst Junger em O Passo da Floresta
 

Comentário

Tirania e liberdade podem ter conceitos muito próximos.

A indiferença na modernidade é um dos exemplos.

O só pensar em si, de dizer: "problema é dos outros", é um certo relaxamento daquilo que se pensava até então como função social.

Existe sociedade?

Função?

Só se for aquela que promete uma casa, carros e família.

O resto é pensado como um à parte, no entanto, é este resto que responde por uma parcela de uma conjuntura, que de certo modo, influencia um pouco o comportamento de todos.

O que é mais grave nisso é que termos antes impensáveis, como um "ordinário" ou "corrupto", se tornam rotineiros numa cidade grande, onde muito se fala e pouco se cumpre.

E mesmo sabendo disso, nada se faz.

Revoltas como a dos anos 60?

O mundo virtual está aí para nos proporcionar esquecimentos também.

Cada um se refugia num plano que isola o papel social.

Não estou dizendo que no século XIX, quando se afirmava que "ordinário" era uma palavra horrível, que todos eram "santinhos".

Negativo.

Eram todos cínicos, apoiados na moral.

Nietzsche e outros pensadores repensaram muito o assunto até que as duas guerras mundiais acabaram com este papo e inauguraram o discurso livresco e sem compromisso com títulos.

Hoje podemos ser socialistas e capitalistas ao mesmo tempo, podemos ser democratas e republicanos, um cristão ateu, ou seja, toda e qualquer classificação aceita e sem formas delimitadas.


Tudo bem, se fosse questão apenas de personalização, todavia é algo que beira muito mais que isso, para uma banalização do mal infecunda.

Termino aqui com o texto de Martin Niëmoller:



"Eles começaram perseguindo os comunistas,
e eu não protestei, porque não era comunista.
Depois, vieram buscar os judeus,
e eu não protestei, porque não era judeu.
Depois ainda, vieram buscar os sindicalistas,
e eu não protestei, porque não era sindicalista.
Aí, vieram buscar os homossexuais,
e eu não protestei, porque não era homossexual.
Aí então, vieram buscar os ciganos,
e eu não protestei, porque não era cigano.
E depois, vieram buscar os imigrantes,
e eu não protestei, porque não era imigrante.
Depois, vieram me buscar.
E já não havia ninguém para protestar"
Por Phil



LIBERDADE

Ser livre é querer ir e ter um rumo
e ir sem medo,
mesmo que sejam vãos os passos.
É pensar e logo
transformar o fumo
do pensamento em braços.
É não ter pão nem vinho,
só ver portas fechadas e pessoas hostis
e arrancar teimosamente do caminho
sonhos de sol
com fúrias de raiz.
É estar atado, amordaçado, em sangue, exausto
e, mesmo assim,
só de pensar gritar
gritar
e só de pensar ir
ir e chegar ao fim.

Armindo Rodrigues



"As desgraças das revoluções são dolorosas fatalidades, as desgraças dos maus governos são dolorosas infâmias."

Eça de Queirós, em Distrito de Évora

Afagar delinquentes, estimular o banditismo, é uma das mais antigas e veneráveis tradições do movimento revolucionário, que o nosso partido governante personifica orgulhosamente.

Chris Britt, The State Journal-Register

Por Olavo de Carvalho
em 14 Outubro 2009


Leio no site da Previdência Social: "O auxílio-reclusão é um benefício devido aos dependentes do segurado recolhido à prisão, durante o período em que estiver preso sob regime fechado ou semi-aberto."

Ou seja: no Brasil você pode matar, roubar, sequestrar ou estuprar, seguro de que, se for preso, sua família não passará necessidade.

O governo garante.

Se, porém, como membro efetivo da maioria otária, você não faz mal a ninguém e em vez disso prefere acabar levando dois tiros na cuca, quatro no estômago ou três no peito, ou então uma facada no fígado, esticando as canelas in loco ou no hospital, aí o governo não garante mais nada: sua viúva e seus filhos podem chorar à vontade na porta do Palácio do Planalto, que o coração fraterno da República solidária não lhes concederá nem uma gota da ternura estatal que derrama generosamente sobre os bandidos.

É, as coisas são assim.

Se elas o escandalizam, é porque você está muito desatualizado.

Afagar delinqüentes, estimular o banditismo, é uma das mais antigas e veneráveis tradições do movimento revolucionário, que o nosso partido governante personifica orgulhosamente.




Veja o que pensavam alguns dos mentores revolucionários mais célebres:

Mikhail Bakunin, líder anarquista: "Para a nossa revolução, será preciso atiçar no povo as paixões mais vis."

Serge Netchaiev, terrorista que Lênin adotou como um de seus gurus: "A causa pela qual lutamos é a completa, universal destruição. Temos de nos unir ao mundo selvagem, criminoso."

Willi Münzenberg, o gênio organizador da propaganda comunista na Europa Ocidental e nos EUA: "Vamos corromper o Ocidente em tal medida, que ele acabará fedendo."

Louis Aragon, poeta oficial do Partido Comunista Francês: "Despertaremos por toda parte os germes da confusão e do malestar. Que os traficantes de drogas se atirem sobre as nossas nações aterrorizadas!"

V. I. Lênin: "O melhor revolucionário é um jovem desprovido de toda moral."

De tal modo a paixão pelo crime se impregnou na mente revolucionária, que acabou até produzindo fenômenos paranormais. Em 8 de março de 1855, o poeta Victor Hugo, um ídolo dos revolucionários, recebeu numa sessão espírita, para satisfação aliás de suas próprias expectativas, esta mensagem do além:

"A verdadeira religião proclama o novo evangelho: é uma imensa ternura pelos ferozes, pelos infames, pelos bandidos."

Os exemplos poderiam multiplicar-se indefinidamente.

E nada disso ficou no papel, é claro.

Nem se limitaram aquelas almas cândidas a cantar em prosa, verso e filme as virtudes excelsas da criminalidade (v. meu artigo "Bandidos e Letrados", de 26 de dezembro de 1994, aqui.)

Já em 1789 os revolucionários franceses abriram as portas das prisões, libertando indiscriminadamente milhares de assassinos, ladrões e estupradores que em poucos dias espalharam o caos nas ruas de Paris (mesmo na célebre Bastilha não havia um só prisioneiro político: só delinqüentes).

Logo após a tomada do poder pelos comunistas na Rússia, a política oficial era fomentar o sexo livre, criando assim uma geração de jovens sem família para incentivar a criminalidade juvenil e liquidar pela confusão o que restasse da "ordem burguesa".

A idéia foi de Karl Radek (o chefe de Willi Münzenberg), que, ironia cruel, ao cair em desgraça perante Stalin acabou sendo assassinado a murros e pontapés por jovens delinqüentes numa prisão.

O voto de Louis Aragon foi cumprido à risca a partir dos anos 50, quando a URSS começou a treinar agentes para que se infiltrassem nas então incipientes redes de tráfico de drogas - especialmente na América Latina - e as dominassem por dentro, criando uma futura fonte local de subsídios para o movimento revolucionário, que estava saindo caro demais para o bolso soviético.

Essa foi a origem remota das Farc, Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, que hoje dominam o narcotráfico no continente.

A história é contada em detalhes pelo general tcheco Jan Sejna, que participou pessoalmente da operação (v. Joseph D. Douglass, Red Cocaine. The Drugging of America and the West, London, Harle, 1999). Aqui.



Tak Bui, Politicalcartoons.com


“O revolucionário deve ser uma fria e seletiva máquina de matar”


(CHE GUEVARA, citado por JORGE CASTAÑEDA;
jornal “La Época”, do Chile, 31 Jan 97)

Ele é o presidente, mas se comporta como chefete de uma gangue.




De Yara Chiara:
Serra pode ter inúmeros problemas, mas é um sujeito decente.

Lula consegue arranjar briga até com torneira sueca. Sua fala se avizinha perigosamente do linguajar da bandidagem: que história é essa de “ficar esperto”?

Ele é o presidente, mas se comporta como chefete de uma gangue.

É lamentável.

Quando Lula discursou em favor de Severino, ele estava pensando no Nordeste?

Ao se aliar a Sarney, Lula estava pensando no bem do Nordeste?

Claro que não.



O Nordeste para Lula é um celeiro de voto.

A pobreza e a ignorância são seus maiores instrumentos de atuação.

HONDURAS NELES!!!!



Quem conviveu com os impolutos militantes – percebeu e certificou para os séculos vindouros:

HONDURAS NELES!!!!

“Assim, sob qualquer ângulo que se esteja situado para considerar esta questão, chega-se ao mesmo resultado execrável: o governo da imensa maioria das massas populares se faz por uma minoria privilegiada.

Esta minoria, porém, dizem os marxista
s, compor-se-á de operários.

Sim, com certeza, de antigos operários, mas que, tão logo se tornem governantes ou representantes do povo, cessarão de ser operários e por-se-ão a observar o mundo proletário de cima do Estado; não mais representarão o povo, mas a si mesmos e suas pretensões de governá-lo.

Quem duvida disso não conhece a natureza humana."
 


Marxismo, Liberdade e o Estado 

Mikhail Bakunin
(anarquista russo, 1817-1876)


NÓS – no glorioso século XXI  – estamos assistindo ao vivo e em cores fúnebres a praxis e algumas simples definições permitem entender a metamorfose de um partido autodenominado ético, democrático e transparente, mas com forte viés de um neototalitarismo acometido de frequentes sintomas e de recaída antidemocrática, violenta e fascistóide, inspirado nos modelos albanês, cubano, chinês e da ex-URSS:

“Há três coisas que a gente só faz uma vez na vida: nascer, morrer e votar no PT.”

MÃO SANTA

INTELECTUAL E SENADOR PELO PMDB/PI

“O PT é um partido dirigido por intelectuais que lêem e não trabalham, formado por militantes que trabalham e não lêem.
Coordenado por sindicalistas que não lêem e nem trabalham”.                                                  
EX-MILITANTE

"O PT é um partido orientado por intelectuais que estudam e não trabalham, formado por militantes que trabalham e não estudam, comandado por sindicalistas que não estudam nem trabalham e suportados por eleitores idiotas que trabalham pra burro e não têm dinheiro pra estudar."

Petista cansado da vagabundagem

“Petista é igual a lagosta; tem casca dura, merda na cabeça e vive nas costas do Brasil. ...”.

“O PT é, de fato, um partido interessante, começou com presos políticos e vai acabar com políticos presos.”

Joelmir Betting


e, PARA COMPLEMENTAr INVESTEM NUMA (des) EDUCAÇÃO  – cujo resultado é a perda da capacidade transmitir os saberes básicos, ou seja, ler, escrever e calcular, fundamentado no 'novo apedeutismo militante’.

Enviada por Gracias a La Vida