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segunda-feira, 31 de agosto de 2009

O Brasil não acorda mais... Está em coma.

O ENTERRO DAS FORÇAS ARMADAS
Geraldo Almendra

O Brasil não acorda mais... Está em coma. Mas eu não!
Podem me prender seus petistas covardes! Mandam e-mails para mim com apelidos, não mostram nem o nome. Covardes, frouxos, saqueadores do dinheiro do povo!Eu me chamo Silvane Alves de Paula Pessoa Saboia e sou mais macho que vocês!
(Silsaboia)

Com o projeto do Ministro da Defesa fica fácil entender que o único potencial elo de resistência à transformação do Brasil em um Estado de Direito Comunista – nossas Forças Armadas – acaba de ter aberta sua cova para serem enterradas nas suas funções de defesa de nossa pátria após as eleições de 2010, que manterá a oligarquia dos canalhas do petismo ocupando o poder público mais imoral de nossa história, pois estão entre as lâminas da tesoura do covil de bandidos.

Enquanto isso o STF livra um aliado do presidente de ser preso por crimes evidentes e documentados, outro traidor do país recebe uma indenização milionária paga pelos idiotas e imbecis dos contribuintes, e o Poder Legislativo se declara, pelos seus atos, um poder marginal, um poder prostituto e definitivo.

E assim vai a sociedade brasileira dia após dia documentando para a história sua absoluta covardia, subornada ou aceitando em silêncio que o petismo transforme o futuro de seus filhos e de suas famílias na direção de todos serem escravos da corrupção, do corporativismo sórdido, da prevaricação e do crime organizado que toma conta do poder público.

O petismo está na fase final da realização de suas promessas após a entrega, pelos militares, do poder aos civis: continua aliciando peças chaves do escalão militar e vem colocando os oficiais militares de joelhos; ordena que todos arriem suas calças no que é prontamente atendido; e agora termina o serviço sujo com o projeto do Ministro da Defesa que transformará as Forças Armadas em Forças Comunistas servis ao petismo e reféns do poder público mais corrupto de nossa história.

Os herdeiros políticos dos mesmos civis que afundaram o país na lama da degradação moral estarão com total domínio sobre a estrutura militar do país transformando-a em milícia partidária para defender o projeto de poder perpétuo do Retirante Pinóquio.

O exército do povo do comunismo petista está se formalizando.

“Ainda há tempo! Não têm munição? Usem baionetas! Não mais têm gume? Usem os punhos! Manietados? Ataquem com os dentes! Porra! Se preciso morrer, morram de pé, como Homens! Não como bundas-moles, covardes, abaixando as calçinhas e perguntando docemente se querem que mexam...”

O texto acima reflete a revolta de quem ainda tem a esperança de viver em um país de gente honrada e patriota. Esperança que aos poucos vai se esvaindo ao testemunhar uma caserna acovardada aceitando sua desonra pacificamente.

Depois das Forças Armadas, do Poder Judiciário, do Poder Legislativo está chegando a vez do Ministério Público que está na mira do presidente com a cumplicidade do STF: o projeto é limitar seus poderes investigatórios e deixar os acima-das-leis - os cidadãos não comuns - protegidos pelo covil de bandidos, e punir exemplarmente os inimigos do desgoverno petista.
Lentamente todos os focos de resistência à transformação do país em uma República de Bandidos estão sendo minados

Os canalhas da revolução cubano-petista estão na fronteira da vitória definitiva: depois de decretarem o enterro da consciência crítica de mais de 100 milhões de cidadãos que foram vitimados pela intencional falência da educação e da cultura no país após o regime militar, e subornar os formadores de opinião, estão a um passo de transformarem o país no produto da maior fraude política de nossa história – a abertura democrática: uma sociedade do nada e comandada por canalhas protegidos pela impunidade e liderados pelo mais desprezível político calhorda de nossa história. Nunca na história deste país...

O caseiro Francenildo, que foi tratado pelo STF como um "cidadão comum" enquanto os processos contra o presidente do Senado são arquivados, sem que esse ato criminoso que formaliza o Poder Legislativo como um covil de bandidos, tenha merecido qualquer comentário dos togados que servem ao projeto de poder perpétuo do Retirante Pinóquio.

Parabéns calças-arriadas das casernas adormecidas pelo medo do petismo e que esqueceram seu dever de proteger o país das mãos do comunismo genocida!

Parabéns acadêmicos amantes das sinecuras do poder público!
Parabéns caras pitadas das cores dos canalhas!
Parabéns estudantes universitários transformados em agentes do comunismo petista!
Parabéns comunidade de artistas e apresentadores omissos e sem pátria!
Parabéns jornalismo marrom!
Parabéns Rede Globo, a parceira dos poderes instituídos que aceita bancar suas necessidades empresariais!
Parabéns empresários sonegadores e corruptos!
Parabéns burguesia calhorda e apátrida!
Parabéns elites dominantes das oligarquias apodrecidas!
Parabéns servidores públicos que aceitaram serem nivelados no nível da degradação moral das “gangues dos quarenta”!

Parabéns patifes esclarecidos, os golpistas da “abertura democrática”.
A sociedade cubana de seus sonhos está quase formada! Lá foram mais de 120 mil assassinatos “políticos”. – Quantos serão aqui?

Agora entendemos porque as Forças Armadas são tão admiradas pela sociedade dominada pela canalha comunista: a maioria de seus oficiais não está fazendo nada para salvar o país das mãos do covil de bandidos: está tudo liberado...

“De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto.”
(Ruy Barbosa)

O QUE RESTOU DE NOSSAS FORÇAS ARMADAS?
– COVARDIA E DESONRA.


Por Geraldo Almendra

Reunião entre governadores e Lula para discutir pré-sal é tensa

Marco regulatório

Gustavo Paul e Geralda Doca
O Globo


Os governadores do Rio, Sérgio Cabral, de São Paulo, José Serra, e do Espírito Santo, Paulo Hartung, estão reunidos no Palácio da Alvorada com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e outros integrantes do governo federal em jantar de negociação sobre o novo marco regulatório do pré-sal. Segundo fontes com acesso ao Palácio da Alvorada, é tenso o clima do encontro.

Os governadores defendem três pontos: a manutenção do atual regime de concessão (com pagamento de royalties e participação especial), aumento da parcela da divisão que cabe aos estados produtores
(que já recebem mais do que os demais) e envio do marco regulatório sem urgência constitucional (o que limita a discussão no Congresso a 90 dias). A tendência da União é negociar apenas o segundo ponto.

Segundo contaram assessores de Cabral na chegada dos três ao palácio, por volta das 20h, Serra teria dito que considera precipitado e açodado mandar o projeto sob esse regime, que estabelece um prazo de até 90 dias para sua apreciação.

Os governadores do Rio e do Espírito Santo também estariam firmes na decisão de não comparecer à cerimônia de lançamento dos projetos, marcada para a tarde desta segunda-feira .

O presidente anuncia os projetos com as regras para exploração do petróleo da camada de pré-sal já sob críticas e ameaças da oposição. PSDB, DEM e PPS divulgaram nota conjunta atacando o "oba-oba palaciano" que teria o "objetivo explícito de transformar o tema em plataforma eleitoral", e afirmando que trabalharão de forma articulada para barrar as propostas.

No Alvorada, os governadores se encontram também com a tropa de choque de Lula: os ministros Dilma Rousseff (Casa Civil) e Edison Lobão (Minas e Energia), que comandam a comissão interministerial que elaborou o marco regulatório do pré-sal, o ministro da Defesa, Nelson Jobim - peemedebista como Cabral e Hartung -, o ministro da Secretaria da Comunicação Social, Franklin Martins, e o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa.

Lobão: governo pode modificar projetos de lei

O ministro das Minas e Energia, Edson Lobão -  Arquivo

Após duas horas e meia de reunião técnica com Dilma na manhã deste domingo, Lobão disse que o governo poderá modificar os textos dos projetos de lei a serem enviados ao Congresso com o marco regulatório do pré-sal: no lugar de três propostas, poderão ser duas ou apenas uma, compilando os assuntos.

A perspectiva original era de que fossem enviados três projetos. Um seria sobre o novo marco regulatório, com a escolha do modelo de partilha de produção (no lugar do modelo de concessão).

O segundo trataria do Fundo Social que receberá os recursos auferidos com a exploração do pré-sal. O terceiro criaria a nova empresa estatal que fiscalizará a produção em águas ultraprofundas.

- O presidente vai decidir hoje à noite ainda se serão dois projetos ou apenas um - disse Lobão.

O ministro disse que Lula optou por enviar os texto em caráter de urgência constitucional. Porém, Lobão garantiu que nada será feito por Medida Provisória:

- A MP está descartada.

A decisão final sobre os projetos de lei e sobre a política de royalties caberá ao presidente. Cabral, Serra e Hartung comandam os estados onde estão as maiores reservas de petróleo e já demonstraram descontentamento com o modelo de partilha dos royalties, alegando que haverá perda de arrecadação.

Cabral vai apresentar uma proposta alternativa para aumentar a taxação e a arrecadação da União, sem mexer nos royalties dos estados produtores.

" A despeito da visão autoritária do presidente, a oposição poderá questionar a necessidade e a conveniência de se alterar o atual marco legal "

- O presidente já tem na cabeça algumas idéias sobre esse assunto e alguns números. A decisão será do presidente - disse Lobão.

Ele não quis comentar a proposta de capitalização da Petrobras porque não teria participado dessa discussão.

Oposição diz que pré-sal não pode ser bandeira eleitoral

O PSDB, DEM e PPS divulgaram nota na tarde deste domingo na qual afirmam que o pré-sal não pode ser "transformado em bandeira eleitoral" e nem "favorecer a grupos partidários que transformam o Estado brasileiro em extensão dos seus interesses".

Segundo o texto, a questão do petróleo encontrado na camada pré-sal deve ser discutida com transparência e participação da sociedade.

"Depois de quase dois anos de conversas restritas aos gabinetes do Palácio do Planalto, da Esplanada dos Ministérios e da diretoria da Petrobras, a discussão sobre a exploração das reservas da camada pré-sal, enfim, chega à esfera pública", afirma o texto.

As legendas ainda referem-se à cerimônia de amanhã, na qual o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciará o marco legal para as operações no pré-sal, como "oba-oba palaciano" para "transformar o tema em plataforma eleitoral para 2010".

A nota afirma que, ao chegar no Congresso, a necessidade de alteração do marco legal atual poderá ser questionada pela oposição.

O pré-sal compreende uma faixa de cerca de 800 km de comprimento por 200 de largura, que vai do Espírito Santo até Santa Catarina.

Segundo os cálculos oficiais, essa área pode ter reservas de até 80 bilhões de barris de petróleo sob uma grossa camada de sal no fundo do mar, em profundidades de até 7 mil m.

Caso se confirmem as previsões, o Brasil passaria a fazer parte do seleto grupo de países com reservas próximas ou superiores a 100 bilhões de barris, junto com Venezuela, Arábia Saudita, Canadá, Irã, Iraque, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Rússia.

Diante dessas possibilidades, o governo decidiu redigir um marco legal especial para essa área, que gerou reações em alguns Estados, como Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo, que poderiam ter reduzidos os privilégios que recebem do petróleo, que atualmente são equivalentes a 10% da produção.


domingo, 30 de agosto de 2009

A decepção e a vergonha, venceram a esperança"!



Ditadura camuflada

Com o arquivamento das denúncias contra o ex-ministro Antônio Palocci no STF, fecha-se o ciclo da venezuelização do País.

Democracia no Brasil, na Venezuela, na Bolívia e no Equador virou eufemismo de uma ditadura camuflada.

A subserviência do Legislativo e do Judiciário ao Poder Executivo é total, indo contra os princípios básicos de ética e moralidade.

Mesmo com fatos contundentes que causam indignação e clamor da sociedade, os integrantes dos três Poderes estão "se lixando" para a opinião pública.

É a descriminação da corrupção, do ilegal, do imoral - praticado pelo Executivo, amparado pelo Legislativo e sacramentado pelo Judiciário!

Lauro Fujihara lauro@healthquality.com.br

Carapicuíba

“O presidente responde”

Lula, o colunista dos ‘jornais amigos’

Apesar da absoluta falta de repercussão junto ao público, a coluna“O presidente responde” segue se espalhando por jornais de todo o Brasil.

O jornalista Lauro Jardim, da Revista Veja, chamou a atenção para o fato de que a coluna assinada pelo presidente da República, que começou sendo impressa em 94 publicações, já podia ser vista em 115 títulos duas semanas depois, 132 no mês passado, e hoje já é divulgada em 145 jornais.

Em seu blog na Veja, Lauro Jardim diz: “Jornais amigos, nunca é demais repetir”.

As perguntas dos leitores enviadas aos jornais cadastrados são encaminhadas à Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, que as seleciona de acordo com seus próprios critérios de “temas relacionados às políticas públicas” e de “interesse jornalístico”.

Opinião e Notícia

Plano Dilma está ficando 'torto', diz The Economist

"Começou a ficar torto"
AE - Agencia Estado

Longe vão os tempos em que o PT era um partido "socialista, ético, jovem e até mesmo romântico".


O curso da história o reduziu a um papel menor, o de "levar seu fundador, Luiz Inácio Lula da Silva, ao poder e a mantê-lo lá".


Assim a revista The Economist descreve, na edição desta semana, o drama petista, num artigo em que sustenta, também, a tese de que "começou a ficar torto" o plano do presidente brasileiro de fazer da ministra Dilma Rousseff a sua sucessora, por causa do enfraquecimento e das divisões internas do PT.

Comentário de um leitor do Estadão

A cada dia as coisas ficam mais claras: Lulla faz e fará tudo para manter o poder, pois será necessário conter os processos judiciais futuros.

Além disso, é capaz (como fez muitas vezes) trair seus companheiros.

Como a candidatura de Dilma está dando água, não me surpreendo se elle trocar a Dilma pelo Palocci.

Estadista incompreendido

“Cautela e caldo de galinha não faz mal a ninguém”.

Lula, na reunião da Unasul, encerrando o palavrório sobre o acordo entre a Colômbia e os EUA com uma tese tão refinada que, como costuma ocorrer a estadistas muito à frente do seu tempo, nenhum presidente entendeu.

Augusto Nunes

O gosto azedo da mesmice - Diogo Mainardi

"A asnice representada pelas ideias feitas é a
‘verdadeira imoralidade’, disse Flaubert.

E acrescentou: ‘O diabo é só isso’.

Se Flaubert está certo – e ele está –, o Brasil é o inferno.
O verdadeiro inferno"

Ali Kamel é o Flaubert do lulismo. Flaubert? Gustave Flaubert?

Ele mesmo.

No Dicionário das Ideias Feitas, publicado postumamente como um adendo ao seu último romance, Bouvard e Pécuchet,Dicionário Lula, cumpriu uma tarefa semelhante.

Com o rigor e com a imparcialidade de um dicionarista, ele sistematizou o pensamento de Lula, destrinchando os lugares-comuns por meio dos quais ele se comunica.

Flaubert reuniu, em ordem alfabética, os lugares-comuns mais idiotas difundidos na Terceira República francesa. Ali Kamel, no

O bronco retratado e ridicularizado por Flaubert no Dicionário das Ideias Feitas orgulha-se de papagaiar platitudes sobre praticamente todos os assuntos, da pobreza à dor de dente, da imprensa à gramática.

Lula é igual.

Sobre a pobreza: "Somente quem passou fome sabe o que é a fome".

Sobre a dor de dente: "Somente quem já teve dor de dente sabe o que é uma dor de dente".

Sobre a imprensa: "Só tem notícia negativa".

Sobre a gramática: "Daqui a pouco vou falar en passant.

Para quem tomou posse falando ‘menas laranja’, está chique demais".

Na última semana, fazendo propaganda do ProUni, Lula repetiu a blague sobre o fato de falar "menas laranja".

A blague sobre o fato de falar en passant também já foi repetida outras vezes nestes sete anos.

Quantas vezes? Uma? Duas? Nada disso.

De acordo com Ali Kamel, em seu prefácio, foram catorze vezes no período pesquisado para compor o Dicionário Lula.

O repertório presidencial é minguado. E Lula repisa enfadonhamente os mesmos episódios, os mesmos comentários, as mesmas tiradas, conferindo um gosto azedo a esse fim de mandato – o gosto azedo de um governo que já caducou.

Há um aspecto desolador na obra de Ali Kamel: em 669 páginas de discursos e pronunciamentos, Lula mostra-se incapaz de articular uma única ideia minimamente elaborada sobre o Brasil e os brasileiros.

Ao analisar o país, ele sempre recorre às imagens mais ordinárias com as quais somos caracterizados.

"Deus fez duas coisas com o Brasil: deu uma natureza de beleza incomparável e um povo maravilhoso, ordeiro e generoso."

Ou:

"A beleza do Brasil está na nossa mistura, que produziu este povo de múltipla cor, alegre".

As banalidades proferidas por Lula refletem os métodos primários e grosseiros empregados por ele para conduzir o governo.

Pior ainda: elas refletem a mesquinhez de seu projeto político.

A asnice representada pelas ideias feitas é a "verdadeira imoralidade", disse Flaubert.

E acrescentou: "O diabo é só isso".

Se Flaubert está certo – e ele está –, o Brasil é o inferno.

O verdadeiro inferno.


Novo vídeo do movimento #forasarney: Sarney Sarneysão

#forasarney
Video cordel sobres as denúncias que pesam sobre o presidente do Senado brasileiro, José Sarney.

O trabalho faz parte da campanha nacional na web pelo
#forasarney


PALOCCI DE VOLTA AO JOGO

A definição sobre quem será o candidato a presidente tem data marcada: março do ano que vem.

O ex-ministro escapa de ação no STF pela quebra de sigilo
do caseiro e vira alternativa do PT para disputar o governo
paulista ou até mesmo substituir Dilma na corrida presidencial

Otávio Cabral

VIOLAÇÃO DE CONDUTA

Será que o fantasma do caseiro Francenildo

vai deixar de assombrá-lo?

Há duas semanas, o presidente Lula convidou o deputado federal Antonio Palocci, ex-ministro da Fazenda, para uma conversa a dois no Palácio da Alvorada.

No encontro, Lula falou sobre a tendência do Supremo Tribunal Federal (STF) de arquivar a denúncia contra Palocci por envolvimento na quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa – o que de fato acabou acontecendo na semana passada.

Falou também que, sem o fantasma do caseiro a assombrá-lo, era hora de o ex-ministro pensar no futuro – e o seu futuro, como tudo no universo petista, passa primeiro pelos planos do próprio presidente Lula.

Palocci foi escalado pelo presidente para ocupar o papel de candidato-reserva do Planalto em 2010.

Isso não quer dizer que Dilma Rousseff, a candidata oficial, será preterida.

Mas o presidente quer estar preparado para uma eventualidade.

A estratégia articulada é lançar oficialmente Palocci como candidato ao governo de São Paulo.

Isso daria ao ex-ministro visibilidade e ainda aglutinaria uma parte do PT.

O fato de ter escapado ileso do processo no STF, porém, não transforma Palocci num dínamo eleitoral.

Ministro da Fazenda por três anos, com uma gestão marcada pela responsabilidade fiscal e por bons resultados na economia, ele ganhou o respeito do empresariado e dos banqueiros, sem dúvida um aspecto essencial numa eleição.

Com uma fala fácil e macia, ex-coordenador do programa de governo de Lula em 2002 e dono de dois mandatos de deputado federal, o ex-ministro também conhece as refregas eleitorais como poucos.

Seu nome une o PT paulista, contrariado com a ameaça de Lula de impor a candidatura de Ciro Gomes ao governo do estado, a ponto de a ex-prefeita Marta Suplicy, candidata natural ao cargo, topar abrir mão da disputa caso Palocci entre no jogo.

Mas resta ao ex-ministro, paradoxalmente, livrar-se definitivamente do episódio do caseiro.

Leia mais na Revista Veja

Como o governo e organizações internacionais acabam financiando atividades criminosas do MST

Por dentro do cofre do MST

VEJA teve acesso às movimentações bancárias de quatro entidades
ligadas aos sem-terra.

Elas revelam como o governo e organizações internacionais acabam financiando atividades criminosas do movimento

Por Policarpo Junior e Sofia Krause

Assertivos do ponto de vista ideológico, os líderes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra são evasivos quando perguntados de onde vêm os recursos que sustentam as invasões de fazendas e manifestações que o MST promove em todo o Brasil.

Em geral, respondem que o dinheiro é proveniente de doações de simpatizantes, da colaboração voluntária dos camponeses e da ajuda de organismos humanitários.

Mentira.

O cofre da organização começa a ser aberto e, dentro dele, já foram encontradas as primeiras provas concretas daquilo de que sempre se desconfiou e que sempre foi negado:

o MST é movido por dinheiro, muito dinheiro, captado basicamente nos cofres públicos e junto a entidades internacionais.

Em outras palavras, ao ocupar um ministério, invadir uma fazenda, patrocinar um confronto com a polícia, o MST o faz com dinheiro de impostos pagos pelos brasileiros e com o auxílio de estrangeiros que não deveriam imiscuir-se em assuntos do país.

VEJA teve acesso às informações bancárias de quatro organizações não governamentais (ONGs) apontadas como as principais caixas-fortes do MST.

A análise dos dados financeiros da Associação Nacional de Cooperação Agrícola (Anca),

da Confederação das Coo-perativas de Reforma Agrária do Brasil (Concrab),

do Centro de Formação e Pesquisas Contestado (Cepatec)

e do Instituto Técnico de Estudos Agrários e Cooperativismo (Itac)

revela que o MST montou, controla e tem a seu dispor uma gigantesca e intrincada rede de abastecimento e distribuição de recursos, públicos e privados, que transitam por dezenas de ONGs espalhadas pelo Brasil:

• As quatro entidades-cofre receberam 20 milhões de reais em doações do exterior entre 2003 e 2007. A contabilização desses recursos não foi devidamente informada à Receita Federal.

• As quatro entidades-cofre repassaram uma parte considerável do dinheiro a empresas de transporte, gráficas e editoras vinculadas a partidos políticos e ao MST. Há coincidências entre as datas de transferência do dinheiro ao Brasil e as campanhas eleitorais de 2004 e 2006.

• As quatro entidades-cofre receberam 43 milhões de reais em convênios com o governo federal de 2003 a 2007. Existe uma grande concentração de gastos às vésperas de manifestações estridentes do MST.

• As quatro entidades-cofre promovem uma recorrente interação financeira com associações e cooperativas de trabalhadores cujos dirigentes são ligados ao MST.

• As quatro entidades-cofre registram movimentações bancárias estranhas, com vultosos saques na boca do caixa, indício de tentativa de ocultar desvios de dinheiro.

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