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terça-feira, 23 de junho de 2009

O Senado aumentou o valor da verba indenizatória a que seus integrantes têm direito de R$ 12 mil para R$ 15 mil por meio de ato secreto.


Ato que aumentou verba para senadores foi secreto

Decisão de 2005 com reajuste de R$ 12 mil para R$ 15 mil só foi publicada neste ano

O então diretor-geral da Casa, Agaciel Maia, não soube explicar por que o ato não foi publicado em 2005, quando a medida foi tomada


ADRIANO CEOLIN
ANDREZA MATAIS


O Senado aumentou o valor da verba indenizatória a que seus integrantes têm direito de R$ 12 mil para R$ 15 mil por meio de ato secreto. Trata-se de uma decisão assinada em junho de 2005 pelos sete senadores que integravam, na época, a Mesa Diretora.

A medida, no entanto, só foi tornada pública no dia 14 de maio deste ano.
O ato previu ainda o pagamento do valor reajustado de forma retroativa, com validade a partir de janeiro de 2005.

Em março daquele ano, o então diretor-geral do Senado, Agaciel da Silva Maia, chegou a anunciar que a Casa havia voltado atrás na intenção de aumentar o valor da verba indenizatória de R$ 12 mil para R$ 15 mil.

O procurador do Ministério Público junto ao TCU (Tribunal de Contas da União), Marinus Marsico, e o presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Cezar Britto, consideram que os atos não publicados não têm validade. Com isso, os pagamentos feitos aos senadores desde 2005 que ultrapassaram os R$ 12 mil podem ser considerados irregulares.

O benefício exclusivo dos senadores foi criado em janeiro de 2003 depois que a Câmara tomou a mesma medida em dezembro de 2002. A verba indenizatória é usada para reembolsar despesas como aluguel de escritórios nos Estados, combustível e divulgação da atividade parlamentar. O dinheiro só pode ser pago mediante a apresentação de nota fiscal.

Em 2005, o aumento da verba veio a público após a divulgação de um e-mail enviado aos chefes de gabinetes pela Secretaria de Fiscalização e Controle. "Conforme deliberação da Comissão Diretora do Senado Federal, nos autos do processo administrativo 002.438/05-4, informo a Vossas Senhorias que o valor mensal da verba indenizatória pelo exercício da atividade parlamentar foi alterado de R$ 12 mil para R$ 15 mil, com efeito retroativo a partir do mês de janeiro de 2005", diz a nota.

Mesmo assim, o ato em si continuou sigiloso.

Em 2005, Renan Calheiros (PMDB-AL) havia acabado de chegar à presidência do Senado. Na oportunidade, ele anunciou um corte de R$ 30 milhões nas despesas da Casa. Depois, assinou o reajuste da verba indenizatória. Pressionado pela imprensa, Renan escalou Agaciel para dar explicações.

O então diretor respondeu: "Foi um engano. Para sair o aumento, tem que haver um ato da Mesa, o que não foi feito. Agora, mais cedo ou mais tarde, isso tem que acontecer, porque a Câmara já deu esse aumento", disse Agaciel.

Ao longo de 2005, a Casa passou a informar que a verba indenizatória era de R$ 15 mil, mas o ato que autorizou o reajuste só veio a público em maio deste ano.

Primeiro vice-presidente em 2005, Tião Viana (PT-AC) classificou de "bandidagem" a não publicação do ato, mas se eximiu de responsabilidade. "Se alguém fez isso, a culpa não é minha." Suplente da Mesa que assinou o ato do aumento, Serys Slhessarenko (PT-MT) afirmou, por meio de assessoria, que hoje deverá anunciar medidas contra atos secretos.

Os outros cinco integrantes da Mesa -Renan Calheiros, Efraim Morais (DEM-PB), Siqueira Campos (PSDB-TO) e Aelton Freitas (PR-MG)- não foram localizados ontem.

Agaciel Maia não soube explicar por que o ato não foi publicado na data em que a medida foi tomada.

"Se não colocou na rede [de intranet], a responsabilidade não é minha", disse.

O retrato da nação

O retrato da nação


popuzada.jpg

Clique aqui para ampliar.

Alertada pela Tia Cris, descobri que a funkeira Valesca Popozuda posou para a Playboy do mês com o presidente - não exatamete "com ele", mas com a foto dele.

O resultado é uma definição simplesmente perfeita da lucidez política nacional.

A considerar as últimas pesquisas de popularidade, esta é a posição de 80% dos brasileiros em relação a Lula.

Sujos, feios e malvados!



Chapolin Colorado ganha prêmio de "jornalismo alternativo"

Existe uma "quadrilha" atuando no Senado...

Agaciel Maia, ex-diretor-geral do Senado, chantageia senadores.

- Estou aqui apontando dois ladrões comprovados: o senhor (João Carlos) Zoghbi e o senhor Agaciel Maia.

O Senado é um pilar da democracia do Brasil, e não podemos deixar o Senado perecer - disse ele, acrescentando que "há senadores com mandato por trás de Agaciel".

(
Áudio: Virgílio diz que Agaciel Maia chantageia senadores )


"Vossa Excelência não necessariamente tem que sobreviver. Quem tem que sobreviver é a instituição Senado Federal", disse o tucano.

Virgílio chama ex-diretores de criminosos e cobra de Sarney rompimento com "camarilha"

Em discurso no plenário, o senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) disse nesta segunda-feira que o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), não terá condições de permanecer no cargo se não romper com ex-diretores da Casa acusados de envolvimento em irregularidades.

Ao classificar os ex-diretores de "criminosos", Virgílio disse que Sarney deve romper com a "organização criminosa" que comandou a Casa nos últimos anos

"A época dos panos quentes acabou.

Eu torço para que Vossa Excelência seja capaz de dar as respostas que o Senado precisa. Vossa Excelência precisa romper qualquer laço com essa camarilha.

Se disser que não tem condições de romper, não terá condições que continuar à frente desta Casa", afirmou.

Sai Ney

Buraco sem fundo

O Globo conta hoje que o buraco que guarda os tais atos secretos do Senado, que não foram publicados, tem muito mais coisa do que já foi divulgado.

Primeiro exemplo é a contratação de parentes, que não se limita à família do presidente da Casa, José Sarney, como os jornais das últimas semanas dão a entender.

E os atos não publicados não se limitam a contratações. De acordo com o jornal, instalou-se nos bastidores um clima de ameaça e intimidação com o aviso de que todos os grupos de senadores têm um ato para chamar de seu, inclusive os bastiões da ética.

O martírio na era do twitter.

Neda, a imagem das heroínas iranianas, é também a imagem do martírio 2.0, o martírio gravado no twitter, no youtube, antes de ser registrado pelos jornais e TVs.

Neda, a jovem de 26 anos que foi morta a tiros no sábado, está hoje onipresente na midia internacional. Ela é a face das centenas de mortos nas manifestações de rua em Teerã.

No twitter, dizem que ela estava noiva, que tinha sonhos simples: uma casa, filhos, uma vida tranquila em Teerã.

As imagens em vídeo de um médico tentando desesperadamente salvar Neda estão no youtube e são difíceis de assistir http://bit.ly/PmTfa

São dois minutos quase intermináveis que fazem chorar e que revelam a estupidez das milícias repressoras no Irã.

O martírio na era do twitter.
  • Os últimos momentos de Neda
Neda, o novo símbolo da luta iraniana

Imagens da morte de uma jovem estão a gerar uma onda de indignação

As imagens estão a chocar o mundo. Mostra a agonia da morte de uma jovem nas ruas de Teerão. Chama-se Neda e está a transformar-se no último símbolo da resistência no Irão.

O vídeo está a ser divulgado através do Youtube, uma das armas utilizadas pelos manifestantes, ainda para mais numa altura em que o regime limita o trabalho aos jornalistas.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Sarney...


O SponHolz foi o único chargista que percebeu o truque:

Enquanto ficamos gritando fora Sarney, a CPI da Petrobrás desapareceu dos noticiários e das conversas, nos fazendo esquecer o desvio de dinheiro na companhia de petróleo.

Somos manipulados por profissionais, experts nas técnicas de manipulação de massas, e, apesar de sabermos disto, caímos sempre nos seus truques manjados.

Sergio

O patife do Berzoini chama oposição de salafraria

O patife do Berzoini chama oposição de salafraria


A agressividade do Presidente do Partido dos Trabalhadores contra os senadores que resolveram criar a CPI da Petrobras, mostra o tamanho do medo, que os petista tem de serem descobertos, com as mãos nos cofres da empresa símbolo do Brasil, num ano pré eleitoral

Berzoini e o dinheiro dos aloprados, um gang sob seu comando, que usava dinheiro de origem desconhecida, para tentar inventar dossiês contra candidatos de oposição, patifaria de alta octanagem
Fontes: Portal do PSTU, Veja, Cidade Verde, Estadão, Portal Terra

O presidente nacional do PT, Ricardo Berzoini, desceu ao seu nível a discussão da CPI da Petrobras, afirmando que a comissão foi aprovada "por meia dúzia de saláfrarios". Concordamos em um sexto com o petista, sob o ponto de vista, de que estava se referindo a cinco oposicionistas e ao correligionário Renan Calheiros.

Falando a mesma língua de Berzoini,podemos garantir que se trata de um salafra profissional, sofre da síndrome do espelho mágico e imagina que todos os outros seres humanos são sua imagem e semelhança, embora se achem muito melhor como matriz ordinária de patifes.

O tom de sua indignação marginal, mostra o quanto assusta ao PT, serem trazidas a luz do dia o que eles andaram fazendo com a Petrobras, tratada como empresa familiar de fundo de quintal, por esse governo petista irresponsável, depredador do patrimônio público brasileiro.

Os aposentados não se esqueceram de como foram tratados pelo Ministro da Previdência Social, Ricardo Berzoini, que considerando todos os aposentados nonagenários fraudadores, bloqueou os benefícios de mais de 100 mil velhinhos de uma hora para outra,obrigados a provar que estavam vivos.

Os idosos formaram intermináveis filas nos bancos e agências da Previdência, causando tal comoção pública que obrigaram o ministro a recuar e anular a medida insana que havia decretado. Lula na ocasião o defendeu dizendo que havia sido “um pênalti perdido”, do Ministro.

Mais tarde Berzoini freqüentou o noticiário policial, quando foi afastado da coordenação da campanha da reeleição de Lula, por envolvimento com a turma do Dossiê Falso, ganhando do próprio presidente o título de Aloprado, por ter chefiado uma quadrilha petista flagrada pela polícia federal, com uma mala de R$ 1,7 milhão de origem desconhecida.

Envolvido até o pescoço safou-se por mão frouxa da Polícia Federal e por ter entregado a própria sorte os seus comparsas Freud Godoy, o mordomo de Lula e Jorge Lorenzetti, churrasqueiro presidencial, integrantes da quadrilha que Miguel Reale Junior chamou na ocasião de "cosa nostra" lulista.

Nesses momentos o verdadeiro Ricardo Berzoini vem à tona, desleal, traiçoeiro, trapaceiro mas sobretudo incompetente. Fossemos um país sério, esse senho CPI não vai investigar a Petrobras, vai identificar e responsabilizar os desmandos da atual diretoria, tida como fraudulenta e incompetente, pelos órgãos encarregados de fiscalizar e proteger o patrimônio público.
A Petrobras está em perigo pela gestão "temerosa" da atual diretoria, composta de integrantes do Partido dos Trabalhadores (do Sr Ricardo Berzoini), quem diz isso é o Tribunal de Contas da União e o Ministério Público Federal.

A CPI foi motivada legalmente por indício de fraude nas licitações para a reforma e graves irregularidades nos contratos de construção de plataformas e de superfaturamento na construção da refinaria de Abreu e Lima, em Pernambuco.

Mais denúncia de desvio de royalties de petróleo, apontada pela Operação Royalties da Polícia Federal, fraude apontada pelo do Ministério Público Federal envolvendo pagamentos, acordos e indenizações feitos pela ANP a usineiro, de utilização de artifícios contábeis que resultaram no recolhimento de impostos e contribuições de R4 4,3 bilhões e irregularidade no uso de verba de patrocínio da estatal para bancar festas no Nordeste.

Portanto não se está investigando a Petrobras, o que se pretende é identificar e por na cadeia aqueles que estão pondo em perigo por gestão fraudulenta e temerosa uma das mais importante empresa petrolífera do planeta, repetimos que quem diz isso é o Tribunal de Contas da União e Ministério Público Federal.

São, pois, os salafrários do Partido dos Trabalhadores que levaram a empresa símbolo do Brasil a essa situação de vexatória suspeita de patifaria administrativa, bem ao estilo do Sr. Ricardo Berzoini e de seu partido.
r estaria em algum cárcere, ou pelo menos alijado da vida pública, e não dando opinião em atos legítimos do Congresso Nacional e presidindo o partido do Presidente da República

SENADO

Virgílio bota fogo no Senado

O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio, está há cerca de uma hora na tribuna atacou duramente a condução de José Sarney ante os últimos desdobramentos do escândalo dos atos secretos.

Primeiro, bateu nos dois últimos diretores-gerais, Agaciel Maia e João Carlos Zoghbi. Acusou-os de tentar intimidá-lo.

Em seguida, partiu para cima de Sarney. Pediu que Sarney "rompesse os laços com a camarilha":


- Vossa Excelência não necessariamente tem de sobreviver, eu espero que sobreviva, mas quem tem de sobreviver é a instituição Senado Federal.


Por Lauro Jardim

Senado: 86% do orçamento gasto com folha de pagamento

Senado: 86% do orçamento gasto com folha de pagamento

Do site Contas Abertas:

Gastos com passagens aéreas, material de copa e cozinha, locação de imóveis, fotocópias, obras e reformas. Todas estas despesas fazem parte da contabilidade do Senado e são registradas no Siafi, sistema que concentra as receitas e despesas da União. ...

Desta forma, os atos secretos da Casa esconderam o detalhamento dos gastos, mas não a despesa. A autorização oculta para a emissão de passagens aéreas internacionais para senadores e acompanhantes que não estavam em missão oficial, por exemplo, ficou provavelmente contabilizada na rubrica de “passagens para o exterior”, que no primeiro semestre deste ano registrou gasto de R$ 1,8 milhão.

Um mergulho na contabilidade financeira do Senado mostra que o orçamento global do órgão para este ano é de R$ 2,7 bilhões. Deste valor, R$ 1,2 bilhão foi gasto até a última sexta-feira (20). A maior parte, 86%, foi destinada a pagamento de pessoal, no qual estão incluídos alguns mistérios como as despesas decorrentes da liberação de hora extra sem limite para os servidores.

Embora seja possível saber quanto a Casa desembolsou com o pagamento dos 81 senadores e cerca de 6,2 mil servidores e comissionados da Casa, além de eventuais terceirizados, não é possível identificar quem e quanto cada um recebeu (veja aqui a tabela).

A verba prevista para o pagamento de pessoal, em geral, ultrapassa o valor inicial previsto. Em 2008, por exemplo, dos R$ 2,1 bilhões autorizados inicialmente, mais de R$ 2,3 bilhões foram efetivamente gastos no fim do ano, ou seja, 9% a mais que o previsto quando orçamento foi aprovado.

Para cobrir as despesas correntes (água, luz, telefone, material de consumo, etc.), o orçamento previsto em 2009 é de R$ 469,6 milhões. Desse montante, R$ 166,7 milhões já foram gastos.

Outras despesas também registradas são as de obras e instalações, como a reforma da cozinha de um apartamento funcional do Senado, ao custo de R$ 100 mil, conforme noticiou hoje o jornal O Globo. No ano passado, pouco mais de R$ 9 milhões foram usados para a repaginação ou construção das instalações de propriedade do Senado. Este ano, mais R$ 1,8 milhão teve a mesma finalidade (veja aqui a tabela).

O orçamento do Senado de 2009 também revela que R$ 82,1 mil foram gastos com festividades e homenagens, R$ 193 mil com material de copa e cozinha, R$ 32,6 mil com material de limpeza e produtos de higienização, R$ 510,8 mil com materiais para manutenção de bens e imóveis, R$ 101,9 mil com locação de imóveis, além de outras despesas. Este ano, para assegurar o atendimento médico e odontológico aos servidores, empregados e seus dependentes, foram gastos, até agora, pouco mais de R$ 22 milhões.

SENADO - ANTRO DE ILEGALIDADES

Assessora deverá ser dispensada

Serys Slhessarenko: assessora da senadora vivia nos Estados Unidos com salário de R$ 12 mil

Serys Slhessarenko divulgou nota garantindo a medida depois que informação foi divulgada pela imprensa

Brasília.A servidora do Senado Solange Amorelli, lotada no gabinete de Serys Slhessarenko (PT-MT), mora há dois anos nos Estados Unidos, na cidade de Bethesda, perto de Washington. Recebe um salário mensal de R$ 12 mil no Senado, além de horas extras.
Ou, pelo menos, recebia.
Depois que a informação de que a assessora teria sido contratada por meio de ato secreto foi divulgada pela imprensa no último sábado,
(Foto: Agência Senado)


Serys garantiu, ontem, que Solange será dispensada e posta à disposição do Departamento de Recursos Humanos do Senado. Em nota, a senadora confirmou que Solange está lotada em seu gabinete, mas alegou que ela se encontrava de licença funcional.

Descobriu-se, no entanto, que a licença funcional da assessora expirou há mais de um mês. Ela é casada com um diretor do Banco Mundial e ingressou nos quadros do Senado em 1988. Nos EUA, ela acompanha senadores que visitam Washington, atendendo a pedido da senadora. O procurador da República Marinus Marsico também investigará o caso.

Solange visita o Brasil a cada quatro meses e se hospeda em Brasília. Entre suas atividades em Bethesda está a participação em eventos realizados por uma entidade que presta assistência a latinos. A servidora também se dedica à entidade The Maryland Federation of Women’s Clubs.

Serys alegou, antes de divulgar a nota, que Solange está sempre no Brasil, prestando serviços, mas sem especificar que tipo de trabalho exerce nestas temporadas.
A senadora disse que Solange chegaria ao Brasil ontem e entrará com pedido de férias no Senado.

“Informo, ainda, que colocarei a referida servidora à disposição do departamento de Recursos Humanos do Senado nessa segunda-feira (hoje), órgão que deferiu a licença e a quem cabe avaliar a regularidade do fato”, diz a nota.

“A justiça atrasada não é justiça, senão injustiça qualificada e manifesta”
(RUI BARBOSA, Oração aos moços)

Diário do Nordeste

COMENTÁRIO

Assim é demais!
Já não se trata apenas de roubalheira, mas de total e completa falta de vergonha.
Os chamados senadores assaltantes nomeiam filhos, amigos, parentes, amantes e depois "alegam desconhecer o ato" ou sua "ilegalidade".
Essas pessoas são completamente ignorantes em matéria de moralidade, ética e decência.
O pior é que o Ministério Público - que é pago para isso - nada faz.
A funcionária deveria SER PRESA EM FLAGRANTE, juntamente com sua empregadora, porque se trata de crime comum.
RESIDE NOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA E ROUBA 12 MIL POR MÊS DO BRASIL.
Vão devolver o que roubaram?
É claro que não, porque é senadora do PTria.
Não há desculpa que justifique o ato criminoso dessa senatriz e sua "assistente" caseira dublê de acompanhante dos turistas do senado.
A vivaldina chegará ao Brasil e "gozará férias".
É muito desplante!
Até quando essa corrupção desenfreada?
Por que UM dos senadores não ingressa com ação popular, ou notícia crime junto ao juío competente? Ou todos são - e realmente são - beneficiários de atos podres?
Só vai matando.

Claudio Josino

domingo, 21 de junho de 2009

Abaixo a roubalheira institucionalizada no Brasil.

INTOCÁVEIS E INVENCÍVEIS
Por Nelson Motta

Não tenho mais nenhuma ilusão de um dia ver algum desses criminosos travestidos de parlamentares atrás das grades e devolvendo o que nos roubou. Eles são muitos, e invenciveis.

Sob fogo cruzado de denúncias , juntam-se para se defender, como fizeram PT e PMDB no Senado, embora digam sempre que é pela instituição, a mesma que eles aviltam e apequenam com seus atos.
O dinheiro roubado de nossos impostos, teoricamente, pode até ser recuperado, mas o crime de desmoralizar uma instituição não tem preço.

O que nos resta? Confiar na Justiça? Na Policia? No ladrão ? Com Sarney e Renam comandando o Senado e espantados com a descoberta das 181 diretorias? A maior parte foi criada pelos dois.

O resto, por Jader Barbalho, ACM e Lobão. E pior. Foram criadas por resoluções da Mesa e ninguém reclamou. E mesmo se reclamasse não adiantaria nada. Tudo dentro da Lei, na liturgia do cargo.

Seria um exagero comparar as disputas pelo poder no Congresso com as guerras de quadrilhas pelos pontos de venda de drogas nas favelas cariocas? Só porque uns vendem crack e cocaína e outros, privilégios e ilegalidades? Guerra é guerra, vale tudo na disputa pelos pontos de poder. Se um tiroteio é de balas, o outro é de números e nomes; mas sempre sobram balas perdidas.

Por Lucia Hippolito

Apanhado com a boca na botija recebendo mais de R$ 3.000,00 de auxílio-moradia, sendo proprietário de uma confortável residência em Brasília e dispondo ainda da residência oficial da Presidência do Senado, José Sarney pediu desculpas e alegou que não pediu auxílio-moradia e que "alguém" vem depositando em sua conta o auxílio-moradia desde meados de 2008.

(Na última terça-feira Sarney afirmara categoricamente que não recebia auxílio-moradia. Pelo visto, a memória voltou subitamente.)


O que dizer de um cidadão brasileiro que, checando sua conta bancária, encontra depósitos mensais de mais de R$ 3.000,00 e não tem a curiosidade de conhecer a identidade desse benfeitor anônimo que todo mês pinga um "capilé" em sua conta?
Sarney é um fofo!

E dizer que uma pessoa assim foi presidente da República por cinco longos anos!

COMENTÁRIO


Ressalvo que os atos não foram feitos "dentro da lei". A norma constitucional exige a PUBLICIDADE para a prática de ATOS ADMINISTRATIVOS VÁLIDOS.

Roubar cofres públicos, à socapa, é algo bem diverso, bem caracterísrtico dos políticos brasileiros.

Quantos não foram flagrados com passagens para o exterior: eles, mães, sogras, filhos, amigos, amantes, assessores e amigos.

Abaixo a roubalheira institucionalizada no Brasil.
Claudio Josino

Quando a gente pensa que viu o pior, eles sempre se superam!

Mordomo da casa de Roseana Sarney é pago pelo Senado

De Rosa Costa
Rodrigo Rangel

O Congresso abriga mais um exemplo ilustrativo do uso de dinheiro público para bancar despesas privadas da família do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). O mordomo da casa de sua filha, Roseana Sarney, ex-senadora e atual governadora do Maranhão, é um servidor pago pelo Senado.

Amaury de Jesus Machado, de 51 anos, conhecido como "Secreta", é funcionário efetivo da instituição. Ganha, com gratificações, em torno de R$ 12 mil.
Deveria trabalhar no Congresso, mas de 2003 para cá dá expediente a sete quilômetros dali, na residência que Roseana mantém no Lago Sul de Brasília.

"Secreta" é uma espécie de faz-tudo, quase um agregado da família. Cuida dos serviços de copa e cozinha, distribui ordens aos funcionários e organiza as recepções que Roseana promove quando está na cidade.

Na manhã de ontem, o Estado procurou o servidor na casa da governadora.
O empregado que atendeu informou que ele estava há dez dias em São Paulo, acompanhando Roseana. Ela ficou até ontem na capital paulista, onde passou por cirurgia para retirada de aneurisma.

A reportagem falou por telefone com outros funcionários da casa e com amigos da família, que confirmaram a lotação privada do servidor. Ontem, por telefone, a governadora descreveu as funções de Machado assim: "Ele é meu afilhado. Fui eu que o trouxe do Maranhão. Ele vai à casa quando preciso, uma duas ou três vezes por semana. É motorista noturno e é do Senado. E lá até ganha bem."

Roseana renunciou ao cargo de senadora em abril, para assumir o governo do Maranhão no lugar de Jackson Lago (PDT), cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ainda que estivesse no exercício do mandato, não poderia ter um servidor como empregado doméstico.

Sarney enfrenta há duas semanas denúncias de contratação de parentes, muitos incluídos na folha de pagamento do Senado por meio de "atos secretos" que permitiam fazer nomeações sem que elas fossem publicadas nos boletins oficiais. "Secreta" é tão ligado a Roseana que chegou a ter filiação partidária. Assinou a ficha do PFL quando a governadora ainda integrava os quadros do partido.
Hoje, ela está no PMDB, mesma sigla do pai.

Nos anos 90, ele esteve lotado no departamento de segurança e transportes do Senado. Antigos colegas dizem que sua função, ao menos oficialmente, era a de motorista, embora não se lembrem dele dirigindo os carros do Senado.
O servidor tem um longo histórico de serviços prestados à família - trabalhou até no Palácio da Alvorada quando Sarney era presidente (1985-1990).

A lotação mais recente data de fevereiro de 2003. Logo após tomar posse como senadora, em 2003, Roseana Sarney puxou Machado para seu gabinete. O ato foi assinado pelo então diretor-geral da Casa, Agaciel Maia, em 21 de fevereiro. Ocupante do cargo de técnico legislativo, ganhou função comissionada.

Como Roseana deixou o Senado em abril deste ano, muitos dos nomeados para assessorá-la foram mantidos oficialmente como assessores do senador Mauro Fecury (PMDB-MA), que assumiu a cadeira da peemedebista. Aqui.