terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
Pensando bem...
Aí tem.... se tem!
A Sociedade Rural do Paraná estranha que sua sede (Av Tiradentes, 6275, Londrina) conste como o “endereço residencial” de meia dúzia de titulares de cartões corporativos da Presidência. Promete investigar.
O mistério continua: Adhemar P. Freire, titular de cartão corporativo, e seu chefe Gilton Saback Maltez, diretor de Orçamento e Finanças da Presidência da República, também têm como endereço a Sociedade Rural do Paraná, segundo o portal InfoBusca, de informações cadastrais.
Paraná gastou R$ 20 milhões com cartões corporativos em 2007
11,8 mil servidores com cartão para gastos com hospedagem,alimentação e transporte no Paraná
Segundo dados da Secretaria de Fazenda do estado, são liberados valores para gastos com hospedagem, alimentação e transporte a 11,8 mil servidores, número superior aos 11,5 mil do governo federal e quatro vezes maior do que em 2001, quando eram 3 mil os servidores autorizados a usar o cartão no estado.
úmero no estado, que supera o do governo federal, é quatro vezes maior que em 2001
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
Lula vive e se comporta como um rei absolutista medieval de forma nababesca...

Eis um dos motivos pelos quais os partidos oposicionistas decidiram consultar o Supremo Tribunal Federal sobre os limites de investigação de uma comissão de inquérito em relação a dados sigilosos do Palácio do Planalto. Querem saber se a lei permite provar que o “rei está nu”. O poderoso Lula da Silva compra 10 ternos por mês, em uma das finas alfaiatarias de São Paulo. O elegante “uniforme oficial” de nossa majestade é vendido entre R$ 4.200 e R$ 6 mil a unidade. Cada terno comprado pelo atual Presidente da República, em seu cartão protegido legalmente pelo sigilo, vem com duas camisas de puro algodão que custam entre R$ 400 e R$ 600 reais por unidade.
Cada sapato adquirido por ele custa R$ 1.200. Sem falar nas camisas especiais que ele manda importar do Panamá – cujo preço é o segredo dos segredos. As despesas do Chefão com suas roupinhas foram motivo de fofocas entre alguns senadores, neste fim de semana.
A quem eles tentam enganar...?
O governo, que distribui os modestos cartões do Bolsa Família, instituiu o Boca Família, em que se gasta à vontade no cartão corporativo.
Do presidente do DEM, deputado RODRIGO MAIA (RJ),
sobre as despesas pagas com os cartões corporativos do governo federal.
Bato sua carteira em nome do bem comum.
"Sou, mas quem não é?"
"Não vejo escândalo.
Vejo erros que foram cometidos e que vão ajudar, inclusive, pedagogicamente a uma prática melhor de governo", disse ele, durante o encerramento da sessão solene na Justiça. Leia mais:
Poema do dia...

mdagraça ferraz
gracias a la vida
Nossa vida em comum
é feita de adiamentos
Há jejum de aconteceres
Nunca deixamos romper
o que de nós ama
e está a nos doer
Nossa vida minha e tua
está sempre a nascer
no rio curto que prolonga
a promessa - e jamais
deságua na entrega
Nós nos adiamos
- cegos e ignorantes...
E vamos nos empurrando
cada dia mais distantes,
até morrermos de até quando.
desgaste da nossa delicadeza...

- Nós, da imprensa, somos uns criminosos do adjetivo. Com a mais eufórica das irresponsabilidades, chamamos de "ilustre", de "insigne", de "formidável", qualquer borra-botas.
- A grande vaia é mil vezes mais forte, mais poderosa, mais nobre do que a grande apoteose. Os admiradores corrompem.
- O brasileiro não está preparado para ser "o maior do mundo" em coisa nenhuma. Ser "o maior do mundo" em qualquer coisa, mesmo em cuspe à distância, implica uma grave, pesada e sufocante responsabilidade.
- Assim como há uma rua Voluntários da Pátria, podia haver uma outra que se chamasse, inversamente, rua Traidores da Pátria.
- Está se deteriorando a bondade brasileira. De quinze em quinze minutos, aumenta o desgaste da nossa delicadeza. Em nosso século, o "grande homem" pode ser, ao mesmo tempo, uma boa besta.
enviada por Gracias a La Vida
Recados do ano...
Retrato simplificado da realidade sócio-econômico e política brasileira

Farra com dinheiro público
(até usando cartões de crédito chapa branca);
pagamentos de mensalões;
propinodutos diversos;
corrupção generalizada;
privatarias, negociatas e entreguismo;
assistencialismo eleitoreiro;
terrorismos tributários e administrativos;
impunidade, banditismo, reprodução da violência, beirando o terror;
ignorância e falta de Educação,
saúde ou infra-estrutura social básica;
desrespeito à cidadania e aos valores éticos e humanos;
falta de vontade nacional para solucionar, desenvolver e progredir.
http://alertatotal.blogspot.com/
Os abusos com cartões
Os cartões de crédito foram introduzidos sob o argumento de que permitiriam uma redução dos custos de transação em compras emergenciais e/ou de pequena monta.A única forma de avaliar se esse uso tem sido ou não eficiente é pela comparação entre os preços unitários praticados com seu emprego (quanto custa um resma de papel para impressora, por exemplo) e os preços unitários praticados no processo de compra por licitação pública.
Para que se consiga determinar a vulnerabilidade dos cartões a esse tipo de desvio de finalidade, seria preciso conhecer os números agregados
Em 2007, as despesas realizadas com esses cartões superaram os R$ 100 milhões (mais do que o gasto com os cartões do governo federal).
Quase 45% desse montante saiu como retirada em dinheiro vivo. Minas Gerais é outro estado em que se usam cartões, sendo bem provável que a prática tenha sido adotada em outros estados e municípios.
Pois bem: será que os governos desses estados e municípios publicam alguma coisa na Internet?
A resposta é não. Governos estaduais e municipais são buracos negros.
Tendo em vista a enormidade de recursos de que dispõe, o governo paulista leva o prêmio de opacidade governamental. Muito pouco de relevante se publica a respeito do desempenho do governo. Já propaganda disfarçada é o que não falta.
Nesse sentido, o governo federal está quilômetros à frente.
O uso dos cartões corporativos é uma prática difundida em vários países, tanto em governos como em empresas. O problema não está no cartão corporativo, mas evidentemente no uso do mesmo e na surpreendente falta de transparência dos gastos e saques realizados por este meio.
Leia a matéria na íntegra.
Como uma arma criada para moralizar os gastos públicos acabou tendo o efeito oposto O cartão corporativo não existe só no Brasil. Ele é adotado por governos considerados inovadores na administração pública, como Austrália, Nova Zelândia e Estados Unidos.
Passou a se disseminar por vários países como forma de manter sob controle os gastos cotidianos dos funcionários públicos. Serve para comprar material de escritório, pagar combustível, refeições, passagens, diárias de hotel e toda sorte de despesas legítimas e necessárias para o funcionamento do governo.
Além de evitar a burocracia por facilitar pequenos gastos, ele ajuda na fiscalização. Inspecionar extratos de um cartão é muito mais simples que verificar as dezenas de notas fiscais que o servidor público teria de apresentar para comprovar suas despesas pelo método tradicional. No Brasil, esse dinheiro de plástico, adotado no fim de 2001, tem sido usado com maior freqüência a cada ano.
Em 2007, as autoridades e os funcionários do governo federal pagaram R$ 78 milhões de despesas usando o cartão, mais que o dobro do valor registrado no ano anterior.
Época' denuncia Dirceu por irregularidades com cartão
A investigação está sendo feita por auditores do Tribunal de Contas da União (TCU).
A Época informa que teve acesso ao relatório da auditoria e a notas fiscais emitidas entre 2002 e 2005 que referem-se à locação de veículos blindados para uso de Dirceu.
O problema não é o cartão, é o seu usuário
“Como a de policiais à caça de bandido”...
O senador Heráclito Fortes (DEM-PI) afirma que o sigilo nos gastos com os cartões corporativos deveria se restringir a “determinadas diligências”.
“Como a de policiais à caça de bandido”, exemplifica.
“Fora disso, não há motivo para blindar o uso de dinheiro público.”
Por Rosa Costa, no Estadão:
Acredite, se quiser....
Sem alarde, o governo está trabalhando numa idéia que nasceu destinada a fazer barulho: trocar todas (repita-se: todas) as geladeiras das famílias pobres do país por geladeiras novas.
Há duas semanas, Lula encomendou ao ministro Edison Lobão um estudo sobre como isso poderia ser feito.
O que se pretende é dar financiamento de pai para filho nos bancos federais aos pobres.
Ao comprarem a geladeira nova, aqueles que entrarem no programa terão de deixar a geladeira velha nas lojas. O destino delas já estaria traçado: seriam compradas pelas siderúrgicas do país. Jorge Gerdau, em conversa com Lula, deu o o.k.
Além de movimentar o comércio e a indústria, um dos mo-tes do projeto será a economia de energia que a troca de geladeiras proporcionaria. •
Eu pergunto:
"Há algo que caracteriza tanto os encontros secretos na Granja do Torto quanto as compras na padaria Cirandinha: a falta de mecanismos de controle sobre os atos do presidente. Ninguém pode conferir se ele recebeu Valério na Granja do Torto. A mesma nebulosidade cerca os gastos do Planalto, sobretudo no que se refere aos saques em dinheiro vivo"
Ninguém perguntou diretamente a Lula se ele recebeu Marcos Valério na Granja do Torto. Eu pergunto:
– Psiu. Recebeu Marcos Valério na Granja do Torto?
Duas semanas atrás, Delúbio Soares foi interrogado. O defensor de Marcos Valério encaminhou-lhe algumas perguntas. Numa delas, ele insinuou que seu cliente teria acompanhado Delúbio Soares à Granja do Torto, para encontrar-se com Lula. De acordo com o Ministério Público, isso só pode ser interpretado como um recado de Marcos Valério à turminha do PT. E o recado é o seguinte: cuidado, porque eu posso entregar o presidente da República.
– Psiu. Como foi o encontro com Delúbio Soares e Marcos Valério na Granja do Torto?
O assunto já ficou caduco. Os mensaleiros fazem parte do passado. Agora a gente quer ser informado sobre as compras na padaria Cirandinha pagas com o Ourocard presidencial, um caso que promete animar a segunda metade do mandato lulista, assim como os mensaleiros animaram a primeira. Entretanto, há algo que caracteriza tanto os encontros secretos na Granja do Torto quanto as compras na padaria Cirandinha: a falta de mecanismos de controle sobre os atos do presidente. Ninguém pode conferir se ele recebeu Marcos Valério na Granja do Torto. Isso significa também que ninguém poderia saber se ele está sendo chantageado ou achacado por causa desse encontro. A mesma nebulosidade cerca os gastos do Palácio do Planalto, sobretudo no que se refere aos saques em dinheiro vivo. A rigor, nada impediria que os membros do governo tivessem sacado dinheiro vivo para financiar atividades da campanha eleitoral, inclusive o dossiê dos sanguessugas.
– Psiu. Psiu. PSIU. Como é o pastel da padaria Cirandinha?
Com que direito?
Ante alta da devastação, idéia é reduzir área intocada das propriedades de 80% para 50% e reverter perda total
Para tentar reduzir e compensar o desmatamento na Amazônia Legal, o governo planeja dar uma anistia a quem derrubou ilegalmente a floresta.
Pela medida em estudo nos Ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente, empresas e agricultores poderão manter 50% das fazendas desmatadas, voltar à legalidade e ter direito ao crédito agrícola oficial se aceitarem recuperar e repor a floresta dos outros 50% das propriedades. Feitas as contas, se a decisão for adotada, o governo vai legalizar em torno de 220 mil quilômetros quadrados de Amazônia desmatada ilegalmente, uma área correspondente à soma dos Estados do Paraná e Sergipe.
A obrigatoriedade estabelecida no Código Florestal, de manter reserva legal correspondente a 80% do tamanho do imóvel, podendo desmatar e produzir nos demais 20%, continuará valendo para quem não derrubou a mata ou para quem adquirir propriedade nova.
“O dano ambiental já ocorreu, a área já está desmatada. Esse é o fato. Permitir que a recuperação nas áreas de uso intensivo seja de 50% é uma forma de diminuir a pressão por novos desmatamentos”, disse ao Estado o secretário-executivo do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, um dos defensores da idéia.
Embora a medida funcione como uma anistia, o secretário não aceita essa definição. Para ele, trata-se de uma medida excepcional, destinada a resolver um problema urgente.
No final de janeiro, Capobianco divulgou dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) segundo os quais em novembro e dezembro houve aumento de desmatamento na Amazônia.
‘SITUAÇÃO EXCEPCIONAL’
O secretário admite que haverá tratamento diferenciado para quem desmatou e para quem preservou a floresta. “Há áreas desmatadas, que são classificadas de uso intensivo, tanto por pastagens quanto por agricultura. O que se discute é a possibilidade de uso maior de parte da propriedade, hoje fixada em 20%. Nesse caso em estudo, poderá chegar a 50%. Mas essa é uma situação excepcional.”
Para o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, a medida a ser tomada pelo governo é fundamental para enfrentar o desmatamento em definitivo. “A alternativa é uma forma de levar a paz ao campo e, enfim, resolver o problema do desmatamento na Amazônia”, disse. “O proprietário de terras se sentirá incentivado a não fazer novos desmatamentos, pois contará com área suficiente para desenvolver suas atividades econômicas.”
O raciocínio do governo é de que a anistia funcionará, na prática, como uma punição, enquadrando quem desmatou fora do critério de preservação de 80%, e hoje trabalha sem cobertura vegetal nenhuma, pois o obrigará a repor até 50% da mata destruída. Entre o zero de floresta e a recuperação de 50% das matas, o governo considera que haverá um ganho considerável, mesmo que, para isso, tenha de abrir exceções.
João Domingos
Por acaso o PT é dono da Amazônia,
para dela dispor assim?


